quarta-feira, 23 de maio de 2012

Metroviários decidem encerrar greve em SP.


Funcionários devem voltar ao trabalho ainda nesta quarta-feira; reajuste proposto pelo governo foi de 6,17%
Estação Bresser do Metrô aparece vazia na tarde desta quarta-feira / Cris Faga/AE
Os metroviários de São Paulo decidiram emassembleia, na tarde desta quarta-feira, pelo fim da greve na capital paulista. Os trabalhadores aceitaram a nova proposta do governo, em que o reajuste chega a 6,17%.

Segundo o sindicato, os trabalhos devem voltar ao normal ainda nesta quarta-feira. Os metroviários decidiram entrar em greve a partir da meia-noite de ontem.

Eles reivindicavam 5,13% de reajuste salarial, 14,99% de aumento real, vale-alimentação de R$ 280,45 e reajuste de 23,44% para o vale-refeição.

O acordo havia sido decidido em reunião entre sindicatos envolvidos na greve do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e representantes do governo no TRT-SP (TRibunal Regional de Trabalho de São Paulo). 


A greve desmascara Geraldo Alckmin (PSDB) 

 Em  nenhum momento o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) se preocupou com  a população. Os metroviários propuseram o desafio de liberar as catracas para  que  os paulistanos não fossem prejudicados, entretanto, a proposta não foi aceita. Ao invés disso, Alckmin colocou em funcionamento o sistema do Paese (Plano de Atendimento de Empresas em Transporte de Atendimento de Emergência), com ônibus rodando de graça, mas isso não resolveu o problema e só aumentou o caos nas ruas de São Paulo.


O metrô poderia ter rodado sem cobrar, evitando o congestionamentos e o transtorno. Mas Alckmin preferiu enfrentar a categoria e tentou jogar a população contra os metroviários.

Se realmente houvesse a preocupação com a população, o governo teria aceitado o desafio dos metroviários, mas preferiu manter a sua postura autoritária.

O verdadeiro culpado por São Paulo parar é o governador - Mesmo diante da ofensiva de governo de tentar jogar a população contra os metroviários, esses trabalhadores mostraram com a proposta de catraca livre, que o verdadeiro culpado é o governador, que além de recusar o desafio, não apresentou nenhuma proposta de melhorias no transporte e muito menos melhorias nas condições de trabalho desses trabalhadores.

Todos os dias a população enfrenta as péssimas condições no transporte público, a superlotação, os acidentes nas linhas de metrô de trem, a lentidão nos serviços, o sucateamento do transporte, a falta de funcionários, etc. São esses problemas cotidianos que causam transtornos para os paulistanos e foi para acabar com esses problemas que a Campanha “Chega de Sufoco” foi lançada pelo Sindicato, para trazer melhorias efetivas para o transporte sobre os trilhos. Entretanto, o governador e a empresa permaneceram inertes.

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