quinta-feira, 17 de maio de 2012
Dilma instala Comissão da Verdade.
Agência Estado
Sob o argumento de que o Brasil não quer revanchismos, mas tem o direito de conhecer sua história, a presidente Dilma Rousseff instalará nesta quarta a Comissão da Verdade, no Palácio do Planalto, em cerimônia que contará com a presença de parentes dos desaparecidos políticos, dos três comandantes das Forças Armadas e de quatro ex-presidentes da República. O governo apoia a visão majoritária dos integrantes da Comissão, que defendem o foco das investigações em violações de direitos humanos praticadas por agentes do Estado na ditadura militar (1964-1985), mas não quer manifestar que tem lado nessa discussão.
"A verdade envolve tudo. A verdade deve ser buscada a qualquer preço", resumiu o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, quando questionado se as investigações só valeriam para agentes de Estado. Os sete integrantes da Comissão da Verdade tomam posse nesta quarta e a maioria tem perfil de esquerda. "Vocês queriam que a presidente tivesse escolhido quem? O Bolsonaro?", perguntou um auxiliar de Dilma, numa referência ao deputado Bolsonaro (PP-RJ), militar da reserva considerado pelo Planalto como "radical de direita".
Ex-militante de organizações de extrema esquerda, Dilma não pretende interferir nos trabalhos da Comissão da Verdade nem enquadrar seus integrantes, que chegaram a emitir opiniões diferentes sobre a abrangência das investigações.
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o ex-secretário de Direitos Humanos Paulo Sérgio Pinheiro - um dos notáveis escolhidos por Dilma para compor a Comissão - disse que "o único lado (a ser investigado) é o das vítimas", que sofreram violações de direitos humanos. "Nenhuma Comissão da Verdade teve ou tem essa bobagem de dois lados", insistiu ele. Antes, o advogado José Carlos Dias, ex-ministro da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso, batera na tecla da apuração ampla, geral e irrestrita "doa a quem doer".
Uma sala foi preparada no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, para abrigar a Comissão da Verdade. O assunto mais espinhoso a ser tratado diz respeito aos corpos dos desaparecidos políticos. No governo há o entendimento de que é preciso saber onde eles foram jogados ou enterrados, para que as famílias saibam o que realmente aconteceu.
Embora militares temam que a Comissão seja o primeiro passo para a revisão da Lei de Anistia, o governo garante que o receio é infundado. "A Lei de Anistia está em vigor e foi ratificada pelo Supremo Tribunal Federal. Não há o que discutir sobre isso", observou um interlocutor de Dilma. Os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Collor e José Sarney confirmaram presença na solenidade desta quarta. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
gostaríamos de Parabenizar a Presidente Dilma Roussef, pela sua coragem, em finalmente abrir os arquivos da ditadura, mas só instalar esta comissão não é a solução, tem que haver reparação para todos os torturados pelo regime de sangue, e indenização á família dos que morreram em defesa da democracia.
- As tentativas de apagar de nossas memórias os acontecimentos relacionados à ditadura militar no Brasil produziram uma sensação de apatia e até de indiferença nas novas gerações. Pouco se conhece sobre os porões da ditadura. Os ativistas políticos da oposição clandestina foram vistos como inimigos da ordem pública e apenas um ou outro personagem se tornou reconhecido, mesmo que tardiamente ( entre eles, nossa Presidente Dilma Rousseff ). Além disso, a velocidade do tempo na vida contemporânea e a circulação frenética de informações aumentaram ainda mais a distância desse passado recente. No entanto, as práticas de tortura não podem ser associadas apenas a um tempo já findo. Os corpos e as almas continuam a ser violados mesmo nos dias de hoje, demonstrando que não podemos considerar os microfascismos como superados.
Direito à Memória e à Verdade: Aos descendentes de homens e mulheres que cruzaram o oceano a bordo de navios negreiros e foram mortos na luta contra o regime militar.
Aos herdeiros de João Cândido. Duzentas e cinqüenta chibatadas. Nem uma a mais, nem uma a menos. As últimas, desferidas sobre retalhos de carne em um homem inconsciente, no caso um negro de nome Marcelino, embarcado no encouraçado Minas Gerais. Apesar da escravidão ter sido abolida há mais de duas décadas no Brasil, a cena era comum, pois assim se punia na Marinha. A partir daquele 22 de novembro de 1910, porém, gritou-se um basta. Liderados por João Cândido, os marinheiros se amotinaram. No final da tarde, eles tomaram de assalto os principais navios da marinha de guerra brasileira e ameaçaram bombardear o Rio de Janeiro caso o tratamento não fosse humanizado, extinguindo-se a prática do açoitamento. A chamada Revolta da Chibata eternizou a história de João Cândido, o Almirante Negro. Mais do que sua estatura de colosso, perdurou sua estatura moral que o transformou em símbolo nacional da luta por dignidade e até em letra de uma das mais belas músicas nacionais, de Aldir Blanc e João Bosco. Esta publicação é uma homenagem aos herdeiros de seus ideais. Aos descendentes de Zumbi dos Palmares e de tantos homens e mulheres que cruzaram o oceano em navios negreiros e lutaram contra a escravidão, o preconceito, a violência e a ditadura. Uma gente que teve ancestrais escravos, mas morreu lutando por liberdade.
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