quarta-feira, 20 de março de 2013

REUNIÃO DA PLR: EMPRESA MANTÉM CHANTAGEM CONTRA TRABALHADORES

Ontem teve reunião com a empresa em Brasília, no que seria a retomada das negociações da PLR 2013.
Mas além de manter o segredo sobre os detalhes do pagamento da PLR 2012, os representantes da ECT na mesa de negociação disseram que já protocolaram a proposta de PLR 2013 no DEST. Mesmo a data anunciada  para fechar o acordo da PLR sendo 8 de abril. Além disso os representantes dos Correios disseram que as reuniões apenas podem ocorrer até o dia 28 de março.
Nas conversas, a empresa continua não apresentando dados sobre os lucros, nem admite retirar a reserva de 10% para o tal “setor estratégico”. Mas até agora a empresa não esclareceu qual é esse “setor estratégico”
A Fentect reafirmou que vai manter a defesa da reivindicação de PLR linear e sem metas. Mas a empresa disse que não aceita e se a Fentect não fizer o acordo aprovando o aumento da exploração da categoria não vai pagar a PLR.
A PLR sempre foi paga. Desde que foi instaurada, no início dos anos 2000, ainda na era FHC, só foram feitos três acordos. O último em 2011. A chantagem de que não pagará a PLR se não tiver acordo é mais uma tentativa de forçar a Fentect a passar assinar um acordo ruim para a categoria e depois a empresa dizer que ataca a categoria com o aval da Federação.
A reunião continua hoje a tarde. E novas reuniões podem acontecer na semana que vem. Para a reunião de hoje a empresa afirmou que levaria um técnico para justificar sua proposta de metas e reserva de 10%.
A Fentect manteve a posição de defender uma PLR linear, sem metas para todos os trabalhadores.
Entre na campanha. Reproduza o Cartaz da PLR de Verdade, espalhe pelas redes sociais, envie por e-mail para a direção da empresa e seus colegas de trabalho.

                    
terça-feira, 19 de março de 2013

Justiça condena três homens por assalto a Correios no interior do RN

Do G1 RN
A Justiça Federal do Rio Grande do Norte condenou três pessoas pelo assalto à mão armada à agência dos Correios da cidade de Nova Cruz, localizada a aproximadamente 90 quilômetros de Natal. O assalto aconteceu no dia 4 de outubro de 2012.

A sentença do juiz federal Walter Nunes da Silva Júnior, titular da 2ª vara federal do RN, determinou que Gilferson Soares Oliveira, conhecido como Gil, deverá cumprir pena de 20 anos, 7 meses e 6 dias. Já Caio Henrique Pereira Lima, conhecido como Paulista, foi condenado a 10 anos, 4 meses e 24 dias; e José Kleyton Hugo da Silva cumprirá pena de 
12 anos, 10 meses e 24 dias.
A sentença foi proferida logo após a audiência de instrução e ocorreu quatro meses após a apresentação da denúncia por parte do Ministério Público Federal.
O juiz federal Walter Nunes observou que havia uma robusta prova de envolvimento dos três acusados nos crimes de roubo, majorado pelo emprego de arma de fogo, pelo concurso de três pessoas e pela restrição da liberdade das vítimas. “No tocante ao crime sob análise, tem-se que as provas coligidas aos autos bem demonstram sua materialidade”, destacou o  magistrado.
Na sentença, ele ressaltou ainda: “a prova mais robusta da materialidade das condutas acima descritas foi a prisão em flagrante dos acusados, efetuada logo após a prática dos delitos e que permitiu, inclusive, a recuperação de parte dos produtos roubados, como o dinheiro e diversos outros objetos pessoais pertencentes a funcionários e clientes da ECT que se encontravam no interior da agência “.
Para o juiz federal Walter Nunes não há, diante das circunstâncias dos fatos, nenhuma dúvida “quanto à caracterização do roubo na forma consumada”.
Dois dos acusados ainda foram condenados por porte ilegal de arma, sendo o Caio Henrique absolvido desse delito, enquanto Gilferson Soares ainda foi condenado por ter efetuado disparos em via pública.

ESTÁ SURGINDO UMA DIREÇÃO...NO MOVIMENTO SINDICAL DE CORREIOS


                No dia 7 de Março aconteceu a eleição para o sindicato dos Correios do Vale da Paraíba (São José dos Campos e região). Concorriam duas chapas, uma ligada e formada por militantes do PSTU e outra por pela oposição que surgiu a partir da experiência de alguns companheiros dentro do sindicato, e por ativistas da base. Uma péssima experiência do que a condução de um sindicato onde cada vez mais começa a desaparecer a democracia, e o que prima é o vale tudo pelas liberações e por estar no aparato.
                O resultado se deu com 374 votos para a chapa 1 (PSTU) e 258 para a chapa 2 (Movimento de Luta Independente). Embora oficialmente a vitória tenha se dado para a chapa 1, politicamente a história é bem outra. Os próprios números já apontam uma vitória da chapa 2, hoje oposição a atual direção do sindicato, pois não é pouca coisa ter feito 41% dos  votos para uma oposição que surgiu e se estruturou a apenas alguns meses.
                E para nós a maior lição que fica desta eleição é de que é possível ter vitórias mesmo não tendo ganhado o aparato, quem trabalha com essa lógica é o oportunismo, onde se utilizam de qualquer coisa para estar dentro da entidade, infelizmente é isso que vem acontecendo com o PSTU.
Uma oposição que surge da experiência com a política vacilante e capituladora
O que explica e justifica a constituição da oposição no Vale do Paraíba é de cunho principalmente político. Ambas as chapas reivindicam e são parte da CSP-CONLUTAS, constroem a FNTC mas mesmo assim não se unificaram. Por que acontece isso? Por que nos últimos anos o PSTU e própria CONLUTAS estão claramente mudando sua linha política, em nome do dialogo com setores inimigos dos trabalhadores, na lógica de que é importante estar no aparato a qualquer custo, o PSTU é capaz de proezas, como a mais lamentável delas que foi ter fechado uma chapa com a Articulação Sindical (corrente inimiga dos trabalhadores) para as eleições em São Paulo. Sua política vacilante em relação a Fentect, o que fez com que a FNTC perdesse boa parte da sua base e aliados políticos.
Da mesma forma acontece com a CONLUTAS, a cada dia que passa essa Central abandona seu programa fundamental. É notório que a CSP-CONLUTAS abandonou o chamado a ruptura com a CUT, em diversas categorias e no aspecto geral prioriza a Frente única com os setores do governismo abrindo mão das denuncias necessárias a estes que traíram os trabalhadores. Até mesmo na discussão do Acordo Coletivo Especial, que sem dúvida se aprovado vai ser um duro golpe aos trabalhadores e que foi elaborado ela CUT a Conlutas abre mão da denuncia a esta central em nome da “unidade sem princípios” com setores da ‘esquerda” Cutista.
Essa vacilação política, combinado com a truculência e falta de democracia do PSTU é o que justifica e dá razão para a oposição em São José dos Campos e região. É muito animador ver existem setores antigovernistas e que não se venderam que estão se desprendendo dessa política vacilante e capituladora do PSTU e tentam pela base dar um novo rumo a CSP Conlutas e a categoria de Correios, e tudo isso dentro de um espectro classista.
PSTU no Vale do Paraíba: Um vale tudo para estar no aparato
Ainda que pesem as diferenças políticas, que fizeram que em diversas eleições existissem duas chapas da Conlutas (em geral uma da maioria de sua direção, PSTU.E outra formada por setores que hoje são minoria dentro da central), é natural e por vezes normal que mesmo reivindicando a mesma central isso se expresse em diferentes políticas, ainda que nos marcos de uma mesma central. O que é inadmissível é que a CSP-CONLUTAS que nasceu para ser algo diferente, tenha métodos parecidos aos da burocracia sindical Cutista.
Nas eleições no Vale do Paraíba vimos uma verdadeira lição de como é a democracia do PSTU. Já na escolha da comissão eleitoral impuseram que a eleição se daria de forma majoritária, e não proporcional como acontece até mesmo nos sindicatos dirigidos pelo pelego e ultraburocrático PCdoB. Impuseram uma comissão eleitoral completamente atrelada a chapa 1 e PSTU; Depois de empossada a comissão eleitoral sequer solicitaram as liberações igualitária aos membros das duas chapas, ficando assim permanentemente com 4 dos 5 liberados do sindicato; Durante a campanha se utilizaram da máquina do sindicato escancaradamente para a campanha eleitoral, e até mesmo o advogado do sindicato (militante do PSTU) foi aos locais de trabalho fazer reunião de chapa, com a fachada de “tirar” dúvidas dos trabalhadores.
Ou seja, o que primou infelizmente em uma eleição onde somente chapas da CSP-Conlutas concorriam foi digno de comparação as manobras da CUT; Essa falta de democracia só se explica pela crise que o PSTU vive em Correios, onde sua mudança de perfil e política perde a cada dia mais a aceitação dos trabalhadores e acaba tendo que se utilizar de métodos alheios a democracia operária para impor sua política.
Vitória da chapa 2, contra tudo e contra todos o recado foi dado
É nessa conjuntura que entendemos que a chapa 2 saí vitoriosa desse processo, pois foi preciso matar uma leão por dia de campanha, se enfrentando com manobras de todo o tipo, uma comissão eleitoral truculenta, além de todo aparato que a CSP Conlutas disponibilizou apenas para a chapa do PSTU.
Nesse cenário a base deu uma resposta bem firme de que anseia por mudanças, que está cansada de discursos e quer ação. Ação essa que a categoria não vê mais na maioria da direção da CONLUTAS, que não vê mais na Fentect, e não vê na maioria das direções dos sindicatos do país.
Agora é uma obrigação de todos os ativistas que ainda hoje, apesar dos pesares reivindicam a CONLUTAS nos agruparmos para dar uma batalha por dentro da Central contra esse tipo de política, e contra esse vale tudo para estar no aparato.
As tarefas que estão colocadas aos lutadores
Entendemos a vitória política que teve a chapa 2 no Vale do Paraíba é uma vitória de toda a oposição classista e que se enfrenta com os governistas a cada campanha salarial e luta de nossa categoria. É necessário que essa disposição de luta dos companheiros do Vale do Paraíba, de Pernambuco, do RS, Ceará, Rio de Janeiro, São Paulo e de todo o país se expresse em uma alternativa de direção diante da Falência da CUT e por consequência da Fentect.
Por isso fazemos o chamado de organizarmos um encontro de base a partir dos acordos que nossos grupos já acumularam nesse último período, como forma de consolidarmos uma alternativa de direção aos trabalhadores em Correios e avançar na ruptura com a Fentect, Pela Base e sem conchavos com o governismo e burocratas.
Além disso, é preciso que os companheiros se somem no Bloco Classista e de Base para darmos a devida disputa, com forças unidas, dentro da CSP Conlutas para que ele retome seu rumo contra a mudança de perfil, programática e por consequência burocrática que o PSTU dá a passos largos e tenta transpassar para dentro da FNTC.
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