terça-feira, 1 de maio de 2012
Enquanto no Brasil, as centrais sindicais pelegas ligadas ao Governo Federal fazem festa...
No mundo...
Manifestações em várias cidades do mundo assinalam o Dia do Trabalhador.
Franceses e gregos manifestaram-se a poucos dias das eleições marcadas pela crise. Os espanhóis viram a taxa de desemprego atingir os 24% e saíram à rua no Dia do Trabalhador para pedir trabalho. A austeridade e a crise serviram de mote as concentrações do 1º de Maio em vários países.

Grécia: Protestos em vésperas de eleições
As medidas de austeridade e o desemprego levaram mais de 18.000 gregos a sair à rua em várias cidades do país quando faltam cinco dias para as legislativas que levarão à formação de um novo Governo. Logo de manhã, cerca de 8000 pessoas juntaram-se num protesto da Frente de Luta dos Trabalhadores (Pame), próxima do Partido Comunista, em Aspropyrgos, a 35 quilómetros de Atenas, segundo a polícia. E em Salónica, a segunda cidade, cerca de 7000 pessoas participaram em protestos também convocados pela Pame.
Na capital houve pelo menos dois protestos, um convocado pelos sindicatos que, à hora marcada, juntava mais de 1500 pessoas, e outra concentração organizada por grupos de esquerda que começou por juntar 2000 manifestantes. “Abaixo a justiça dos mercados” era o slogan que se lia em alguns cartazes.
Espanha: Mais de 100 mil manifestantes em 80 cidades
Num 1º de Maio marcado pela crise e pelo desemprego que ultrapassa os 24%, em Espanha houve manifestações em 80 cidades do país que juntaram dezenas de milhares de manifestantes. Pediu-se “trabalho, dignidade, direitos”. As concentrações foram convocadas pelas duas principais centrais sindicais espanholas, UGT e CCOO, e no centro da contestação esteve a reforma do trabalho introduzida pelo Governo de Mariano Rajoy e o orçamento mais austero dos últimos tempos.

A manifestação de Madrid começou pouco após o meio-dia, os líderes sindicais lembraram sobretudo os quase 6 milhões de espanhóis que estão desempregados. Segundo as duas centrais sindicais “mais de um milhão de pessoas desfilaram em toda a Espanha” O secretário-geral da CCOO, Ignacio Fernandez Toxo, sublinhou que estas manifestações não serão o fim dos protestos e que “os trabalhadores sairão à rua até que a situação mude”.
França: Manifestações em plena campanha
Em França o Dia do Trabalhador ocorre a cinco dias da segunda volta das presidenciais em que se irão defrontar o actual Presidente Nicolas Sarkozy e o socialista François Hollande, à frente nas sondagens. Por isso saíram à rua sindicalistas e militantes de esquerda, que gritaram palavras de ordem contra o governo de Sarkozy.
Os sindicatos convocaram 289 desfiles e ao início da tarde já milhares se tinham juntado às concentrações.
Itália: Breves confrontos com a polícia em Turim
Milhares de manifestantes desfilaram na cidade italiana de Rieti, onde ouviram os líderes dos três principais sindicatos a denunciar as medidas do Governo do primeiro-ministro Mário Monti.

Em Turim chegou a haver breves confrontos entre manifestantes e a polícia. Os manifestantes acusaram o líder da autarquia, que se juntou aos protestos, de não fazer o suficiente para criar empregos na cidade.
Reino Unido: Occupy Londres distribuiu flores
Apesar de o 1º de Maio não ser feriado no Reino Unido, o movimento Occupy em Londres, que mobilizou diversos protestos contra a crise económica e o actual sistema financeiro, organizou uma acção de solidariedade para com os trabalhadores e foi para o metropolitano distribuir cravos e rosas.
Na estação de Liverpool Street, junto ao coração financeiro da cidade, foram distribuídos “milhares de rosas e cravos”. O objectivo do Occupy Londres era partir daí em direcção à Catedral de São Paulo, junto à qual manteve um acampamento durante 136 dias, e depois juntar-se aos protestos dos sindicatos, sublinhou a agência Lusa. No próximo dia 12 prevê juntar a outros protestos que assinalam o nascimento em vários países do movimento dos “indignados”.
Turquia: Dezenas de milhares desfilaram em Istambul
Na Praça Taksim de Istambul, onde em 2010 voltou a ser possível celebrar o 1º de Maio após uma proibição que se prolongava desde 1977, quando desconhecidos abriram fogo sobre a multidão e causaram 34 mortes, milhares de manifestantes juntaram-se para uma concentração.
No mundo...
Manifestações em várias cidades do mundo assinalam o Dia do Trabalhador.
Franceses e gregos manifestaram-se a poucos dias das eleições marcadas pela crise. Os espanhóis viram a taxa de desemprego atingir os 24% e saíram à rua no Dia do Trabalhador para pedir trabalho. A austeridade e a crise serviram de mote as concentrações do 1º de Maio em vários países.

Grécia: Protestos em vésperas de eleições
As medidas de austeridade e o desemprego levaram mais de 18.000 gregos a sair à rua em várias cidades do país quando faltam cinco dias para as legislativas que levarão à formação de um novo Governo. Logo de manhã, cerca de 8000 pessoas juntaram-se num protesto da Frente de Luta dos Trabalhadores (Pame), próxima do Partido Comunista, em Aspropyrgos, a 35 quilómetros de Atenas, segundo a polícia. E em Salónica, a segunda cidade, cerca de 7000 pessoas participaram em protestos também convocados pela Pame.
Na capital houve pelo menos dois protestos, um convocado pelos sindicatos que, à hora marcada, juntava mais de 1500 pessoas, e outra concentração organizada por grupos de esquerda que começou por juntar 2000 manifestantes. “Abaixo a justiça dos mercados” era o slogan que se lia em alguns cartazes.
Espanha: Mais de 100 mil manifestantes em 80 cidades
Num 1º de Maio marcado pela crise e pelo desemprego que ultrapassa os 24%, em Espanha houve manifestações em 80 cidades do país que juntaram dezenas de milhares de manifestantes. Pediu-se “trabalho, dignidade, direitos”. As concentrações foram convocadas pelas duas principais centrais sindicais espanholas, UGT e CCOO, e no centro da contestação esteve a reforma do trabalho introduzida pelo Governo de Mariano Rajoy e o orçamento mais austero dos últimos tempos.

A manifestação de Madrid começou pouco após o meio-dia, os líderes sindicais lembraram sobretudo os quase 6 milhões de espanhóis que estão desempregados. Segundo as duas centrais sindicais “mais de um milhão de pessoas desfilaram em toda a Espanha” O secretário-geral da CCOO, Ignacio Fernandez Toxo, sublinhou que estas manifestações não serão o fim dos protestos e que “os trabalhadores sairão à rua até que a situação mude”.
França: Manifestações em plena campanha
Em França o Dia do Trabalhador ocorre a cinco dias da segunda volta das presidenciais em que se irão defrontar o actual Presidente Nicolas Sarkozy e o socialista François Hollande, à frente nas sondagens. Por isso saíram à rua sindicalistas e militantes de esquerda, que gritaram palavras de ordem contra o governo de Sarkozy.
Os sindicatos convocaram 289 desfiles e ao início da tarde já milhares se tinham juntado às concentrações.
Itália: Breves confrontos com a polícia em Turim
Milhares de manifestantes desfilaram na cidade italiana de Rieti, onde ouviram os líderes dos três principais sindicatos a denunciar as medidas do Governo do primeiro-ministro Mário Monti.
Em Turim chegou a haver breves confrontos entre manifestantes e a polícia. Os manifestantes acusaram o líder da autarquia, que se juntou aos protestos, de não fazer o suficiente para criar empregos na cidade.
Reino Unido: Occupy Londres distribuiu flores
Apesar de o 1º de Maio não ser feriado no Reino Unido, o movimento Occupy em Londres, que mobilizou diversos protestos contra a crise económica e o actual sistema financeiro, organizou uma acção de solidariedade para com os trabalhadores e foi para o metropolitano distribuir cravos e rosas.
Na estação de Liverpool Street, junto ao coração financeiro da cidade, foram distribuídos “milhares de rosas e cravos”. O objectivo do Occupy Londres era partir daí em direcção à Catedral de São Paulo, junto à qual manteve um acampamento durante 136 dias, e depois juntar-se aos protestos dos sindicatos, sublinhou a agência Lusa. No próximo dia 12 prevê juntar a outros protestos que assinalam o nascimento em vários países do movimento dos “indignados”.
Turquia: Dezenas de milhares desfilaram em Istambul
Na Praça Taksim de Istambul, onde em 2010 voltou a ser possível celebrar o 1º de Maio após uma proibição que se prolongava desde 1977, quando desconhecidos abriram fogo sobre a multidão e causaram 34 mortes, milhares de manifestantes juntaram-se para uma concentração.
DIA 1°DE MAIO, É DIA TRABALHADOR E NÃO DO TRABALHO.
VEJA POR QUÊ!
Em 1886, realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América.
Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA. No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.
Três anos mais tarde, a 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.
Em 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adota o 1º de Maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outros países.
Apesar de até hoje os estadunidenses se negarem a reconhecer essa data como sendo o Dia do Trabalhador, em 1890 a luta dos trabalhadores estadunidenses conseguiu que o Congresso aprovasse que a jornada de trabalho fosse reduzida de 16 para 8 horas diárias.
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