domingo, 2 de outubro de 2011

A poesia de Casaldáliga participa da consciência desse sentimento de exclusão do homem pelo próprio homem, o que gera questões nos poemas que soam como gritos de alerta e chamada para o povo:


Roubaram as terras índias
e batizam as fazendas
com nomes índios ausentes.
Aritana, onde estás?
Debaixo da terra os mortos
pedem os cantos da tribo...
e só respondem os bois
calçando a paz invadida.
Aqui onde a mata um dia
erguera seus arcos verdes,
se alastra o capim exangue.
O sol, que foi testemunha,
se vinga no chão despido.
E pela estrada invasora
a siriema costura
uma lembrança impotente.
(Roubaram as terras índias)

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