sábado, 15 de novembro de 2014
Derrotar a ofensiva conservadora, garantir direitos e avançar em reformas progressistas. 

 novembro de 2014
INTERSINDICAL - Central da Classe Trabalhadora

 
O segundo turno da eleição presidencial abriu um novo cenário político e polarizou a sociedade brasileira. A candidatura de Aécio reuniu em torno de si não apenas o pensamento conservador e neoliberal, mas também forças reacionárias, preconceituosas, antidemocráticas e de viés fascistizantes.
O perigo de uma vitória tucana motivou uma grande parcela da esquerda, dos movimentos populares, do ativismo político e social e do pensamento democrático e progressista a chamar o voto crítico em Dilma como forma de barrar o retrocesso e de exigir mudanças à esquerda. O papel decisivo que esses setores cumpriram na eleição abriu espaço para a disputa por reformas de interesse popular.
Mesmo com a derrota eleitoral, as forças conservadoras e reacionárias, potencializadas pela mídia corporativa, continuam na disputa por suas pautas como o avanço da terceirização e da precarização do trabalho, a redução da maioridade penal, criminalização da pobreza e dos movimentos sociais, privatização de presídios.

Os setores mais reacionários falam da necessidade de intervenção militar.
Ocorre, entretanto, que o governo Dilma, assim como o de Lula, traz na sua composição forças econômicas, políticas e sociais conservadoras que atuam com interesses similares às expressas pela candidatura de Aécio. Essas forças continuarão representadas no próximo mandato e vão agir contra os interesses populares por dentro do governo. Nos últimos 12 anos, os governos do PT não romperam com a política econômica e com os pilares de dominação do grande capital. A Intersindical e seus sindicatos estiveram nas lutas contra essa política.  
Diante da gravidade e da complexidade da conjuntura, a saída é o fortalecimento das lutas sociais e a unidade de ação dos setores dispostos a encampar um movimento para barrar as políticas regressivas e para conquistar direitos e reformas de interesse popular, tais como: barrar as terceirização e a precarização do trabalho, pelo fim do fator previdenciário, pela redução da jornada de trabalho sem redução salarial, pela defesa de investimentos vigorosos no serviço público de qualidade, a auditoria da dívida, a reforma agrária e urbana, a legalização de terras indígenas e quilombolas, a desmilitarização das polícias, a tarifa zero e demais pontos que constam da “Plataforma Política da Intersindical para as eleições de 2014”. Duas questões, no entanto, neste contexto estão em destaque: a reforma política com constituinte exclusiva e a democratização da comunicação.
A Intersindical entende que é necessário ampliar o diálogo entre movimento sindical, as esquerdas e os movimentos sociais a fim de ações unitárias para impedir o retrocesso em relação a direitos historicamente conquistados, conquistar reformas de interesse popular, e aprofundar a luta que encaminhe o Brasil na direção de uma sociedade verdadeiramente democrática e com igualdade social.
Executiva nacional da Intersindical Central da Classe Trabalhadora

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