sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Adesão à greve dos Correios chega a 70%


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 Atualizado em quinta-feira, 22 de setembro de 2011 - 09h30

Adesão à greve dos Correios chega a 70%

Informação é do comando de greve. Paralisação completou ontem uma semana e deve continuar nesta quinta-feira
Funcionários dos Correios ainda não chegaram a um acordo com a empresa e seguem em greve  / Fabio Rodrigues Pozzebom/ ABrFuncionários dos Correios ainda não chegaram a um acordo com a empresa e seguem em greveFabio Rodrigues Pozzebom/ ABr
A greve dos funcionários dos Correios continuará nesta quinta-feira. As informações são do comando da greve. De acordo com a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), a adesão é de 70% e apenas a área administrativa central da empresa continua trabalhando. Os serviços de entrega estão atrasados.

Os funcionários que não aderiram à greve organizaram um mutirão para fazer a triagem de 20 milhões de objetos para entrega. Mas, até o último domingo, apenas 2,5 milhões haviam sido entregues.

Os serviços de Sedex 10, Sedex hoje e Disque Coleta estão suspensos, pois necessitam de hora marcada para coleta e por causa da greve não podem ter os horários de entrega confirmados. Outros serviços são realizados normalmente, como é o caso do serviço Sedex comum, segundo informaram os Correios.

Negociações

Um dos membros da Fentect, Saul Gomes, disse que a greve continuará porque os Correios não aceitaram a primeira proposta de reajuste e reposição das perdas salariais feita pela categoria. "Os grevistas ainda correm o risco de terem os dias parados descontados”.

Os grevistas reivindicam aumento salarial de R$ 400, reajuste do vale-refeição e do vale-alimentação, piso salarial de R$ 1.635 e reposição da inflação de 7,16%.

A contraproposta apresentada aos grevistas previa reajuste de 6,87% (reposição da inflação), abono de R$ 800 e aumento linear de R$ 50 a partir de janeiro de 2012. Esses valores, segundo os Correios, representam um reajuste de 13% para mais de 60% dos trabalhadores.

“Os Correios estão abertos a analisar contraproposta da representação sindical. A empresa já apresentou uma proposta e uma contraproposta. As duas foram rejeitadas”, informou, por meio de nota”.

Esta semana, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, determinou ao presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, “que os dias parados sejam descontados rigorosamente” do salário dos grevistas. “Greve é um direito, mas ninguém vai receber sem trabalhar”, disse o ministro.

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