quarta-feira, 20 de julho de 2011

Eletricitários do Maranhão aderem à greve nacional

No Maranhão, 383 trabalhadores do setor elétrico aderem, hoje, à paralisação nacional de 48 horas da categoria com a participação dos funcionários da Eletronorte. A mobilização é resultado de campanha salarial que está em andamento desde abril deste ano. Eles não descartam ainda a possibilidade de greve geral por tempo indeterminado, caso as reivindicações não sejam atendidas.
Durante a mobilização, os profissionais ficarão concentrados na sede da empresa, no bairro Sacavém. Até agora, com a campanha para aumento de salário, a categoria conseguiu 6,51% de reajuste, cuja data-base seria em maio deste ano. No entanto, o aumento reivindicado pelos trabalhadores é de 9,57%.

Desde maio ocorreram três rodadas de negociações com a Eletrobras. Estava marcada uma reunião para quarta-feira da semana passada (13), mas as negociações não prosseguiram porque a mesma foi cancelada. De acordo com secretário Nacional de Energia e presidente da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), Fernando Pereira, a categoria vai aguardar até a próxima semana para ser chamada para mais uma rodada de negociações. Caso contrário, uma greve geral poderá ser deflagrada.

“Vamos decidir se haverá greve ou não ainda na semana que vem, dia 27, quando 85 representantes de sindicatos de eletricitários de todo o país vão se reunir em Brasília. Na reunião, trataremos também sobre as próximas ações que deverão ser feitas, pois não descartamos uma greve geral no setor”, afirmou Fernando Pereira.

Ainda segundo ele, não há uma data prevista para a greve geral, mas há possibilidade de acontecer na primeira semana de agosto.

Para Pereira, a população sofreré prejuízos com a prestação de serviços, caso ocorram problemas com a transmissão de energia elétrica durante a greve. “Estamos cientes de que a correção de um problema que normalmente dura no máximo 15 minutos poderá se estender a até 3 horas para ser resolvido. Nossa intenção não é de prejudicar a população, mas sim reivindicar o que é nosso por direito”, explicou o presidente.

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