terça-feira, 1 de abril de 2014

Trabalhadores(as) fundam a Intersindical – Central da Classe Trabalhadora.

 da Redação INTERSINDICAL
Na noite de sexta, dia 28, no Clube Transmontano, em São Paulo, teve início o Congresso de fundação de uma nova central sindical convocado pela Intersindical, pelo MAS e pela TLS. O chamado da atividade já alerta para características que essa nova entidade deve ter: democrática, independente, nos locais de trabalho e nas lutas.
A mesa de abertura contou com a presença de representantes da Pastoral Operária, do MTST, do Movimento Terra Livre, da Consulta Popular, do Pólo Socialista Luis Carlos Prestes, do PCB, do PSOL e da fração pública da CUT “A CUT pode mais”. Em suas saudações, as organizações reconheceram e valorizaram o processo que vem sendo construído nos últimos anos para a construção de uma nova central após o processo de adaptação e atrelamento da CUT ao governo federal.
A organização do congresso contabilizou mais de 500 participantes, sendo 380 delegados e delegadas, representando 18 estados e cerca de 200 entidades dos ramos químico, bancário, da educação, do serviço público e rurais, além de movimentos.

Algumas declarações:

Guilherme Boulos – MTST 
Este é um momento em que precisamos estar bastante organizados para enfrentar os ataques que o estado vem fazendo contra os movimentos. Nos próximos meses, teremos lutas importantes contra os gastos abusivos dos megaeventos. Temos certeza de que esse instrumento fundado hoje será mais um importante instrumento da classe trabalhadora para essas lutas.”
Rejane de Oliveira – A CUT pode mais:
“A luta vai aumentar e a criminalização dos movimentos sociais também. Queremos ser parceiros de todos aqueles que lutam, e neste congresso estão companheiros que lutam.”


Valdemar Rossi – Pastoral Operária:
“Nós temos que deixar bem claro que fomos traídos. Por isso, essa iniciativa é de fundamental importância. É preciso ter a coragem de romper com este sindicalismo pelego e construir uma entidade com práticas totalmente novas.”

Vagner – Movimento Popular Terra Livre
“A gente tem o desafio de chamar a unidade para lutar nesta conjuntura de grandes eventos e de déficit de moradia.”
Dinho - MSTB-DL
“Ao longo dos anos, os companheiros que estão aqui acumularam a experiência de que temos a necessidade de construir uma central democrática, livre de práticas hegemonistas.”

Leica Silva – Consulta Popular
“Nos últimos anos, o número de greves aumento. Isso nos traz responsabilidade de organizar esses trabalhadores que estão demonstrando disposição em lutar.
Que essa seja uma central em que a juventude tenha participação, que as mulheres e negros sejam respeitados, para que o sindicalismo reflita o que é a nossa população.”

Vagner Farias – PCB
“Não temos dúvida: saudamos todos os esforços de aglutinar trabalhadores e trabalhadoras numa perspectiva de formular um novo projeto de poder conduzido pela classe trabalhadora.”

Paulo Búfalo – PSOL
“Neste ano de 2014 nós não podemos deixar de lembrar os 50 anos do Golpe Civil e Militar que interrompeu um processo de luta da classe trabalhadora.
Esse é o congresso e uma fundação de uma central plural, por isso viemos aqui para cerrar fileiras com todos e todas que querem lutar contra a exploração.”

Alexandre Aguiar – Pólo Comunista Luis Carlos Prestes
"Nos perguntam: criar mais uma central não é dividir a classe? Afirmamos que é fundamental criar uma central para garantir o futuro da classe trabalhadora e para enfrentar o sindicalismo pelego."

Debate de conjuntura aponta desafios para a Central. 


28 de março de /2014
INTERSINDICAL
O debate de conjuntura realizado na abertura do Congresso de Fundação da Central tocou em temas fundamentais para as discussões que o conjunto dos delegados farão. Manifestações de junho, dívida pública, opções do governo Dilma e os ataques à classe trabalhadora, as pautas da nova Central e a concepção democrática no movimento foram amplamente abordados.
A organizadora da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lúcia Fatorelli, reforçou a importância do tema da dívida,apresentando dados chocantes do Orçamento da União de 2013. Segundo eles, mais de 40% do orçamento foi destinado a juros e amortizações da dívida, representando R$ 718 bilhões, sendo que para o transporte foram destinados 0,59%, e para a saúde 4,29%.
A tendência para 2014 é piorar. Para a saúde, por exemplo, há projeção de queda na participação do orçamento: 3,91%.
“Não há como atender as reivindicações das ruas mantendo essa política de pagamento da dívida”, disse Fatorelli, lembrando dos movimentos de junho que tiveram manifestações em mais de 100 cidades.




A afirmação foi respaldada pelo Deputado Federal Ivan Valente (PSOL-SP), que afirmou que o governo Dilma está cada vez mais subordinado ao capital financeiro e a partidos fisiológicos. “Para o governo, pautas como piso para agentes de saúde, 40 horas semanais, fim do fator previdenciário são pautas bomba”, reforçou.
Para o deputado, os três candidatos à presidência mais alardeados pela mídia não diferem muito em projeto e defendem basicamente mesma política superávit primário e câmbio flutuante.
Ivan Valente disse, ainda, que a Central tem o desafio de avançar nas pautas, trazendo ainda debates como tarifa zero,direitos indígenas, direitos das mulheres e moradia.

Nessa mesma linha de contribuição à Central, Gilmar Mauro, do MST, fez questão de falar sobre o papel das entidades e movimentos, que para ele é o de estimular a organização e o protagonismo da própria classe. “Não há nenhum dirigente ou agrupamento político que irá substituir a classe.”

Oficialmente fundada.

A Intersindical – Central da Classe Trabalhadora foi oficialmente fundada no dia 30 de março, na Quadrados Bancários, em São Paulo. Após anos de debates, demos um passo muito importante para construir um instrumento democrático, classista e com independência política, a serviço da lutas do conjunto da classe trabalhadora.O congresso contou com representações de 19 estados, totalizando 550 pessoas, sendo 353 delegados/as de 64 sindicatos, 54 oposições sindicais, 48 minorias sindicais, 12 movimentos populares (de luta pela terra, moradia e serviços públicos). Inúmeros sindicatos que não participaram com delegados enviaram observadores que, somado a outras entidades, totalizaram 150 observadores.
Após debates de conjuntura, concepção sindical, plano de lutas e discussões em grupos de trabalho e debates de 12 grupos setoriais, realizados nos dias 28 e 29 de março, os delegados/as aprovaram por unanimidade a fundação da central, seu estatuto e o plano de lutas.


Eleição da Direção.

 Por unanimidade, foram eleitos os 39 companheiras e companheiros da direção nacional, sendo 19 da direção executiva. Também foram eleitos os 06 representantes para o conselho fiscal (03 titulares e 03 suplentes).
O congresso é a instância máxima de deliberação da central e deve ocorrer a cada três anos, quando ocorre também a eleição da direção. Este primeiro mandato será de dois anos a fim de garantir na direção os setores que decidirem se incorporar à Central. Assim, o próximo Congresso acontecerá em 2016.
A central não terá uma estrutura presidencialista. Ela será coordenada por um colegiado e seu dia a dia por um secretariado. A composição da direção contempla representações de trabalhadores e trabalhadoras de diferentes estados e ramos de atividades. A central também se organizará por instâncias estaduais.

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