sábado, 31 de agosto de 2013
Diante da intransigência da Empresa, que sequer permitiu que os trabalhadores utilizassem o banheiro do prédio, cerca de 30 companheiros ocupam o Edifício sede dos Correios.
Realizado na manhã de hoje (30) em frente ao edifício sede dos Correios em Brasília, o Ato Nacional de Mobilização pela Campanha Salarial 2013 também foi alvo da intransigência da ECT com relação aos trabalhadores. A Empresa, desde o início, já tinha a intenção de intimidar os manifestantes, e solicitou a presença pesada de força policial para acompanhar a manifestação pacífica, que reuniu mais de 200 pessoas de diversos estados do Brasil.
De acordo com a secretária-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios, Anaí Caproni, a categoria reivindica o reajuste salarial real de 15%, mais 7,13% de reposição da inflação, 20% referente às perdas do Plano Real e R$ 200 de aumento linear. Ela afirma que uma reunião está marcada para a próxima segunda-feira (2), para tentar pressionar por negociações, que já se iniciaram a cerca de um mês, sem nenhum avanço.
A categoria também pede a contratação de mais 110 mil funcionários por concurso. Segundo o sindicato, hoje são 80 mil terceirizados e existe um déficit de 30 mil servidores. Após serem impedidos pela direção da Empresa de adentrar o prédio até mesmo para utilização dos sanitários, cerca de 30 manifestantes forçaram a entrada e ocuparam o edifício. As pessoas estão dentro do edifício tentando negociar o reajuste e a contratação de mais funcionários.
Por volta das 12h, policiais militares se posicionaram nas entradas do prédio para impedir a entrada de mais manifestantes. Os funcionários que estavam trabalhando no prédio foram liberados. Os manifestantes estão reunidos na vice-presidência de Gestão de Pessoas com representantes dos Correios. Os participantes exigiram que a polícia e a segurança não estivessem na sala durante a negociação.
Os funcionários só vão deixar o prédio se for restituída a comissão de negociação da categoria, se for apresentada uma proposta de reajuste e o cancelamento do "Postal Saúde", novo modelo de convênio médico que a empresa quer impor aos servidores que acarretará perdas enormes à categoria.

http://www.fentect.org.br

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